sexta-feira, fevereiro 11, 2005


Snarf adora fuçar a bolsa da mamãe.

Vida de Garfield não é fácil...

Nós temos muito, muito sono... Zzzzzzzzzzzzz...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Catster.

Snarf at Catster.

Porque o Snarf é chique, benhê!

quarta-feira, fevereiro 09, 2005


Estou com preguiça de contar as novidades. Pois enfim, segunda-feira conheci meu irbão querido, o Biri, que veio do Rio com a Bianca, que também é fofíssima como ele. Eles vieram em casa pra me ver de havaianas com meias e conhecer o Snarf. Depois fomos no meu lugar favorito. Sim, o Rockets. E fui tratada como cliente vip lá. Acho que sempre encho tanto o saco dos garçons e funcionários que eles são incapazes de se esquecerem da minha cara gorda, mesmo que fique mais de um ano sem ir lá. Ganhei um brochinho com o logo e o Cícero, que nos atendeu, trouxe-nos uma taça ultra-gigante-big-monstro-maravilhosa de sorvete, com caldinha de chocolate e farofinha e chantilly. Nem preciso dizer que amei, né? Além de estar muito bem acompanhada, ainda sou tratada assim, com tanto carinho... =õ) Que emoção! E o Cícero também trouxe um copo de cherry lemonade pra eu experimentar, porque fiquei curiosa pra saber o que era aquela coisa rosa-flamingo que o povo pediu em outra mesa. E é boa a limonada-flamingo-tropical.

Depois de comermos até passar mal, fomos na Fun House, que é perto de casa. O lugar é pequeno e estava bem cheio de pássaros exóticos. O ruim é que dá aquela sensação claustrofóbica quando se está cercada de fumantes, sendo que você é a única pessoa do lugar que não fuma (e não bebe também). Mas me diverti horrores com a Bibi e o Biri. Fiquei muito feliz de conhecê-los. E depois voltei pra casa, e fui dormir.


Hoje fui comprar ração pro Snarf. Comprei Royal Canin pra filhotinhos, aquela da primeira fase. Os grãozinhos são muito menores que os da Pro-plan. Devia ter comprado essa ração antes, acho que o Snarf iria gostar mais quando começou a comer ração sólida. Comprei também uma coleira pra gato, azul com guizinho, e o Snarf obviamente odiou, mas vai ter que se acostumar. A coleira é tão grande que tive que dar duas voltas no pescoço dele. Tadim!

Ontem fui na casa do fofucho. Pena que não dá pra levar o Snarf dentro da bolsa. Fico com saudades dele... hehehe! =^.^=

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

O caneco.


Ontem fui passear com meu amor no shopping e ganhei uma fronha linda de gatinho e cachorrinho e uma caneca térmica de peixinhos e passarinhos, da Tok & Stok. Eu adorei. :-)

Tem umas coisas muito legais lá, mas tudo é muito caro, e nem sempre vale o preço. Tem várias linhas de porcelana lindas, e até uns artesanatos típicos sendo vendidos agora lá. Tinha até caminha pra gato, fofíssima por sinal, mas cara como tudo lá dentro. E uma tigela pra ração de porcelana escrito cat, que se não fosse 20 paus, compraria pro Snarf. O cara que tiver uma marcenaria e abrir uma rede de lojas no estilo Tok & Stok, cobrando um preço mais razoável por móveis de design bonito e de qualidade, vai ficar rico. Bom, mas isso não interessa.

Hoje só quero ficar aqui sossegada no meu canto. Com o Snarfinho pra fazer companhia, claro. :-) Vou calçar um par de meias e ler. *bocejando*

Sai, coisa ruim!

Meu pai tirou o dia pra me azucrinar hoje, pra me enlouquecer. Desde às 8hs da manhã ele não para de me encher o saco, fica resmungando pelos cantos, me xingando e berrando. Valha-me Deus! Ninguém merece. O velho acordou com o capeta no rabo. Ele aproveita que a faxineira está aqui hoje e se faz de coitado pra ela, já que é mais um par de ouvidos pra ele se pendurar. Caralha, assim eu não agüento!

PS: Já atualizei o link da wish list do Snarf no post do dia 3. Agora abre.

domingo, fevereiro 06, 2005

Agradecimentos e quase-novidades.




Bem, queria agradecer todos os votos de felicidades e etcétera e tal dos meus amigos queridos que lembraram-se que fiquei sensivelmente menos jovem na sexta-feira passada. Agora, já equipada com meu creme rugol, retorno para contar-lhes minha saga. Na verdade, não foi nada demais. Não teve bolo nem festa, fui acordada 8hs da manhã pela minha mãe trazendo flores pra mim na cama e cantando parabéns. Mais tarde, chegou outro presente que ela comprou, e o qual me deixou meio embasbacada, ainda mais sabendo que minha mãe não esbanja dinheiro pra me dar algo assim tão caro. Ela me deu um microondas novo! Como ela sabe que meu pai é miserável demais pra se importar em usar um microondas com muito mais de 10 anos de uso, enferrujado, descascado e com buracos na vedação da porta, ela comprou um microondas novo pra mim. =õ) Nem acredito. Ainda mais minha mãe... que bizarro. Eu não esperava nada disso, não mesmo.

Já meu pai, só se lembrou de dar parabéns porque minha mãe esteve em casa e porque a vizinha fofa do meu prédio ligou também pra me desejar parabéns. Mas o feladaputa resolveu marcar uma cirurgia pra hoje só pra avacalhar com meu dia. Eu implorei pra ele marcar pra outro dia, mas o cuzão quis me aborrecer, como é característico dele. Assim como na quinta-feira de noite ele ficou me xingando a troco de nada, dizendo que iria estragar meu dia. Só de dar esses showzinhos repentinos e idiotas ele já estraga, só de fazer essas ameacinhas infantis. Mas enfim, ele não comprou o bolo que minha mãe havia pedido pra ele comprar. Nos últimos anos fiz bolo pra ele, fiz festinha, sanduíches, mesmo coisinhas simples pra comemorar o aniversário dele. No meu, ele nem comprar um bolo de padaria foi. Fiquei chateada com ele pela falta de consideração que tem por mim. E ainda por cima me fez perder tempo indo buscá-lo na porra da clínica, porque ele adora se fazer de frágil vítima do universo, o coitadinho. Ele poderia muito bem ter voltado sozinho. Quando estive no hospital o dia todo no ano passado, ele sequer me telefonou durante o dia, pra saber se eu estava viva. Agora ele fica de frescura pra cima de mim. Se foder, né?

Mas meu dia foi ótimo, porque a Erica veio me ver. E ter minha amiga por perto, abraçá-la e sentir seu carinho é maravilhoso e sem preço. E também ganhei presentinhos dela; um porta níqueis da Hello Kitty e um chaveiro de cachorrinho muito, muito fofos. Na verdade, isso é o que menos importa. Achei legal ela ter vindo, fazia tempo que não nos víamos e estava mesmo com saudades. Meu fofucho veio me ver depois do trabalho e estar com ele me deixou muito feliz também. Eu, ele e o Snarf, aqui em casa. Senti-me feliz, cercada de amor. :-)

E depois vir aqui e ver todos os comentários lindos no último post, também me deixou nas nuvens. ♥

E falando em nuvens, hoje é o aniversário da minha irbã, que além de linda e inteligente, é um luxo. Queria poder dar parabéns pessoalmente. Um saco ainda não terem inventado o teletransporte. Ou essa história de ter que pagar pra viajar de avião. Devia ser de graça pra causas tão nobres. Humpf.

Snarf tá dormindo aqui no meu colo. Ele é um capetinha quando está acordado e fica brincando de morder a gente, mas eu o adoro. Ele é muito bonitinho. :-) Hihihihi! ♥

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Stop yelling to me!

Queria poder alugar um armarinho de rodoviária e morar lá dentro, pra tentar fugir da eterna grosseria e estupidez dos homens. Mais especificamente, meu pai. O eterno idiota. Sei que ele não tem culpa de ser assim tão imbecil, mas me dá raiva ele não tentar mudar nem um pouco, e jamais se arrepender das ofensas gratuitas que faz.

Pelo menos agora tenho o Snarf, que retribui de algum modo o amor que dou a ele. E só ele mesmo... Isto é, aqui em casa, se é que isto é um lar. Minha vida é sempre oprimida por alguma coisa fora de mim, mas no fundo, tenho que mudar aqui dentro também. Não quero mais essas angústias.
Amanhã meu pai vai tentar estragar meu dia de alguma forma, tenho certeza.

Wishlist do Snarf.

Meu filhote felino também já tem uma wishlist no Submarino.

Amanhã é meu aniversário, não esqueçam meus presentes, hein? =^.^=
Preciso juntar uns tostões pra dar a primeira vacina do Snarf.
Ele tá tão bonitinho... e já cresceu um pouco.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005


Hoje o Snarf tá agitadíssimo. Coisa de louco.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

We scare because we care.

Hoje comprei um pente flamingo pra caçar purrrgas no pequerrucho, e passei no pet shop pra comprar uma tesourinha pro Snarf. Cortei as unhas dele e ficou tudo bem. :-)
Antes fui com meu pai no Schmillevitch pra ele fazer um exame exótico, mas felizmente ele sobreviveu. Só que como ele tinha tomado aspirina ontem, não pode fazer a remoção dum troço que nasceu no intestino dele, e teremos que voltar na sexta, logo no dia do meu aniversário, pra remoção do pseudo-pinto-intestinal.

Cruiz criédo!

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Felícia.

Tenho vontade de apertar o Snarf até ele virar purê, de tão fofinho que ele é.

Burp!

domingo, janeiro 30, 2005

Pasmem.

O Snarf é um comedor de pipocas.
E agora ele está brincando com um amendoim japonês.
HAHAHAHAHAHA!
Eu amo esse gatinho.

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Falando em cocô...

Acho que o Snarf se empolgou na comida. Hoje ele já cagou 4 vezes. Uma delas, no carpete do meu quarto, quando deixei ele lá dentro fechado. Nem adianta eu brigar com ele, porque eu quem deixei ele sem acesso à caixinha de areia. Deu vontade, cagou onde deu. Pelo menos não foi crítico pra limpar. Menos mal.
Meu nenê está com uma barriga redondinha, parece eu e JP, com uma pancinha sexy. Huahaha! Não deve ser à toa que ele caga tanto. Hoje eu também caguei horrores.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Meu nenê miante.

Hoje o Snarf dormiu comigo outra vez, e novamente me acordou duas vezes pra brincar, de manhã, mas se comportou bem. Ele é inteligente e obediente. Ou quase isso. Mas é fofo sem dúvida. E hoje comeu ração novamente, e fiquei bem feliz e orgulhosa.
E eu, comi um chocolate pra comemorar.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

whiskas

Finalmente consegui fazer o Snarf comer ração, mesmo sendo aquela molinha, de sachê. E ele comeu bastante até, e miou pra eu dar mais. Fiquei super feliz. Amanhã ele já vai voltar a cagar durinho. :-)
Magavilha!

Só estou meio chateada que meu pai continua implicando comigo e com o Snarf, por pura falta do que fazer. Que merda! Ele não sai de casa o dia todo, quando muito vai ao banco e lava uma louça, e sempre se sente a vítima do mundo e fica reclamando o tempo todo, se lamuriando e criando motivos pra pentelhar.
Quando eu saio e deixo o Snarf sozinho ele fica aflito e depois briga comigo porque o Snarf quer atenção, quer brincar, e obviamente tenta obter resposta do velho-cabeça-dura, que apenas chia com o pequeno e diz que a vida dele "tornou-se um inferno". Como se fosse ele quem cuidasse do gato! Ora bolas... no máximo ele passa a mão na cabeça do Snarf quando ele está quietinho e não parece ameaçá-lo (porque eu estou por perto pra evitar que ele suba na perna dele e o arranhe).
Será possível que nem o Snarf vai melhorar o quadro de maluquices dele?

O meu psiquiatra com toda razão insiste em que meu pai se trate, porque ele tem uma série de problemas emocionais para trabalhar. Dentre eles certamente TOC, e talvez até alguma esquizofrenia. Esse medo absurdo de doenças, se cercando delas de alguma forma, sem que no entanto ele cuide de si (apenas lava as mãos compulsivamente e nunca usa um telefone compartilhado) é realmente preocupante, ainda mais quando isso frustra quem está ao redor e torna a vida desagradável.
Meu pai é sempre desagradável.
Sei que ele está se esforçando pra aceitar o Snarf, mas fica o tempo todo dizendo que eu não faço mais nada além de cuidar do gato.
Até parece que a companhia dele me impede de fazer outras coisas. Pelo contrário. Tenho feito coisas em casa, como cozinhar, limpar e lavar louças, coisas que não fazia há muito, muito tempo. E tudo porque o Snarf trouxe alegria pra mim. Me trouxe conforto, companhia, aqueceu meu coração. O Snarf eu posso educar, e ele aprende. Meu pai, não mais. Os preconceitos dele são permanentes, e a mediocridade me entristece, mesmo num momento tão bom da minha vida como agora.

Snarf me arranha toda, mas não tenho como não amar essa coisinha pequetica. Essa noite ele dormiu comigo, e me acordou duas vezes pra brincar. Só precisei ensiná-lo onde cagar uma única vez. Ele é bem esperto, embora tenha só um mês. Meu pai continua se cagando de medo de se "contaminar com toxoplasmose" através das unhadas do bichano. Sem comentários. Não chamo isso de vida. O Snarf me deixou bastante feliz desde que chegou. Pareço a Felícia, que adora apertar apertar apertar seus bichinhos até espremê-los em purê.
Posted by Hello

terça-feira, janeiro 25, 2005

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Snarf snarfando pela casa.

Hoje meu pai já deu showzinho por causa do Snarf, às 7:30 da manhã. Agora estou morrendo de sono com o pequeno no colo. Minha mãe fez uma daquelas aparições relâmpago típicas de manhã e disse que o gato tem no máximo 1 mês. Mas que retardada, de trazer um gato tão pequeno! Agora dá pra entender porquê ele só quer saber de mamar e mia tanto.
Hoje ele fez cocô na caixa de areia, como eu ensinei a ele.
Mas ganhei arranhões novos, de quando ele pula no meu colo e tenta subir desesperadamente pra dormir quentinho enquanto eu digito. Esse menino está ficando muito mimado. Hehehe!

Tenho um monte de coisas pra fazer hoje, e meu pai não vai sossegar enquanto não me encher o saco, por isso preciso ir. Assim posso tirar um cochilo mais tarde.

domingo, janeiro 23, 2005

Resumo rápido dos últimos dias.

- Estou totalmente arranhada. Meu gato adora subir em mim e ficar sentado no meu ombro, como um papagaio de pirata. E pra isso usa as unhas pra escalar pelas nossas roupas (ou pernas, e etc). Ou quando enfio remédio goela abaixo ou algo que ele não gosta. Unhas. Em mim.
- JP também saiu feito peneira deste final de semana.
- Cerca de R$ 250,00 gastos entre remédios, comida e coisinhas essenciais para o gato. O gato foi a única coisa "di grátis". Embora sejamos pobrinhos mas limpinhos, ele ganhou diversos presentes.
- Vi hoje o primeiro cocô do filhote atrás da máquina de lavar roupas.
- Quase perdi o post porque o bichano subiu no teclado. Ele gostar de escrever, além de fazer origami com os jornais.
- Ele ronrona e mia a maior parte do tempo. Ou então está dormindo, ou brincando, ou se escondendo junto ao motor da geladeira.
- Não tenho outro assunto além de falar no gato, as coisas do gato, o gato e o gato.
- Acho que vou chamá-lo de SNARF.
- Ele é um puto, só toma leite na mamadeira, enquanto os outros filhotes já comem ração.
- A infecção dos olhinhos dele já está quase curada. Amém.
- Ele ainda espirra de vez em quando. E espirrou bastante depois do spray anti-pulgas, mas sobreviveu e ficou sem bichinhos oportunistas.
- Meu pai já está amigo do Snarf, embora nunca tenha gostado da idéia de ter gato, ainda mais aqui dentro, no seu antrinho sagrado. Só pode ser milagre.
- Estou feliz da vida, embora às vezes esqueça de comer, preocupada em prestar atenção pra não pisar no pequeno. Bom pra emagrecer. Aleluia.
- Ele é pop, é já está no Orkut.
- Está quase na hora dos remédios dele e eu estou com fome. Dizem que gato é muito bom com batatas... Hohohohoho!

sexta-feira, janeiro 21, 2005

O gato.

Quarta-feira acordei com minha mãe depositando uma coisinha miante em minha cama. Acordei meio assustada e mal pude acreditar no que estava alí presente, dormindo ao meu lado. Ele chegou miando baixinho, com os olhinhos vermelhos, infeccionados. Em dois segundos corri pro banho, me vesti num piscar de olhos e levei ele no veterinário.
Ele recomendou dois remédios pra cuidar do pequeno, tirou a temperatura (tadim!) e revistou o gatinho de cima a baixo. Trouxe ele pra casa e comecei a cuidar dele.
A princípio estava preocupada em fazer ele comer, porque ele parecia fraquinho e assustado, além de doentinho, espirrando.
Levei ele na casa da madrinha, que comprou o colírio pra ele e tia Ani me ajudou a catar as pulgas do bichano. Foram mais de 20, grandes e safadas.
Depois de tomar o remedinho e se livrar das pulgas malditas ele dormiu na caixinha dele, protegido pelo cobertorzinho que ganhou da tia Ani e outro costurado pela tia Flávia e ficou tranqüilo quietinho.

Meu principal medo era meu pai. Meu pai nunca gostou de gatos, de bichos em geral. Mais por medo e ignorância que outra coisa. Ele, que sempre viveu cercado pelo medo e pelas doenças (existentes ou não), não admitiria que bactérias assassinas transitassem livremente pelo ar sugado pelo seu enorme nariz.
Tanto foi que ele mal encostou no gato até agora, mas já começou a se adaptar à idéia de ter uma pequena companhia, que mia, brinca pela casa e dorme como um anjinho.

Não tem como resistir a essa carinha meiga de gatinho.
Ele é amarelinho como o Garfield. Parece um tigrinho.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
E desde que chegou, parece que já mudou tudo nesta casa, trazendo muita alegria consigo.

Hoje é seu terceiro dia aqui conosco, e felizmente ele já parece melhor.
Ele ainda não está se alimentando sozinho, nem toca na comidinha.
Fui obrigada a dar leite na boca dele, pra que ele não fique fraquinho e possa sarar logo. Dei os remedinhos e a infecção já está desaparecendo, e também já está espirrando menos. Hoje acordou saltitante e foi assustar meu pai com as brincadeiras dele. (Meu pai morre de medo de ser arranhado, mordido ou qualquer outra coisa assim; é um bobo.) Escala a caixa de papelão, faz bagunça no jornal, escala a parede e pula a madeirinha de apoio da cadeira. Depois corre pra perto da gente. E quando se cansa, volta pra caminha e dorme feito um anjinho.

Na primeira noite em que deixei ele sozinho na cozinha dormindo na caminha dele, fiquei aflitíssima, ouvindo miados da minha imaginação, apavorada com a possibilidade dele miar a noite toda, ou precisar de algo e eu não estar por perto, como uma mãe aflita com o bebê recém-nascido. Tive que tomar um ansiolítico pra poder dormir, cheia de dúvidas, medos e paranóias. Quando vi que ele estava bem no dia seguinte, pude ficar mais tranqüila e dormir bem.

Nunca pensei que esse sonho se concretizaria. E ainda por cima sem meu pai fazer um estardalhaço contra o pimpolho, que ora dorme em meu colo, enquanto estou no computador, ora dorme na caminha, ora brinca ou se esconde debaixo do sofá.

Estou felicíssima, curtindo minha "maternidade" felina deslumbrada com cada passo e tropeço do pequeno gatinho. Agora preciso me decidir pelo nome, mas minha única pressa é para que ele fique totalmente curado e forte o mais breve possível.
Amém.

E miaus.
Prrrrrrrrrrrr...
Ele ronrona no meu colo quando se sente protegido.
Prrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

terça-feira, janeiro 18, 2005

Fotos do dia.

AQUI.

domingo, janeiro 16, 2005

Almost a hair stylist.

Domingo com direito a comida chinesa, colo e Arquivo X.
Chuvinha, primeiro capítulo de Onde andará Dulce Veiga? e um magnífico corte de cabelos feito por mim, graças à utilidade da tesoura escolar Tramontina e a lâmina de barbear de babai cedida gentilmente para meu ato capilar do dia.
Em breve, posto uma foto, se tiver coragem.
Por hora irei escovar os dentes, tentar me livrar do bafinho de cebola e ler mais um capítulo inédito de minhas leituras de cama.

sábado, janeiro 15, 2005

Wish list de aniversário.

Eu vou querer o segundo livro do Harry Potter da Bloomsbury e o volume 1 de Senhor dos Anéis no meu aniversário. Ou até mesmo algum item das minhas gloriosas wish lists do submarino que tem no link alí no canto.
Também quero o Angels and demons em inglês, então peçam logo que esse demora pra chegar.
Para quem não sabe, meu aniversário é no próximo dia 4, anotem em suas agendinhas.
Agrade uma Fabiana e ganhe pontos com papai do céu.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

A greve é a festa dos pobres.

Terminei de ler Capitães da areia, também do Jorge Amado.
Foi emocionante.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Um porreta.

Terminei de ler Dona Flor e seus dois maridos. AMEI. Jorge Amado é um porreta, definitivamente.

domingo, janeiro 09, 2005

Tô morrendo.

Estou super cansada. JP passou o dia comigo aqui hoje arrumando meu quarto, tirando sacos enormes de lixo, passando aspirador, tirando pó dos móveis e de tudo o que estava pela frente como loucos, e até furar a parede pra pendurar meu quadro de ímãs ele furou. Depois disso, ele só pode ser canonizado. Ainda aproveitei e lavei algumas roupas em duas sessões. No final do dia, estava fedendo como porão de navio negreiro. Agora meu quarto parece outro, como se tivesse entrado no apartamento errado. Impressionante.

JP pra santo já.

sábado, janeiro 08, 2005

Só digo uma coisa:

Hoje o dia foi bom. :-) Ganhei uma caneta nova, uma Uni-ball que tem a tinta transparente que fica azul escuro só depois que escreve, e JP veio me ver, e ficou me ajudando a arrumar meu quarto, o que é tarefa só pra quem é muito, muito corajoso. Quanto mais coisas jogo fora parece que mais coisas a descartar aparecem. É incrível nossa capacidade de juntar tranqueiras inúteis.

Hoje me entupi de sorvete e amendoim, e não me arrependi.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Agora só milagre.

Hoje foi dia de peregrinar pela Puc, apostar as fichas num futuro incerto e cheio de dívidas acadêmicas e me matricular em tecnologia e mídias digitais. E descobri que passei em primeiro lugar na carreira. Hohoho! Poderia ter passado em outros cursos bem mais disputados com a nota que tirei, mas não, escolhi esse curso boboca que provavelmente estará cheio de mocorongos leigos e burros, tudo em nome da futura irritação de Fabiana. Agora seja o que Deus quiser. E ele que não me sacaneie porque já tenho problemas demais.

A propósito, procuro emprego. Faço qualquer negócio, pra poder pagar a mensalidade extorsiva da Puc, antes que me arrependa. Talvez uns 2 empregos e uns assaltos esporádicos, vender drogas... qualquer coisa. Talvez vender um rim... alguém interessado?

quinta-feira, janeiro 06, 2005

HAHAHA!

quarta-feira, janeiro 05, 2005

I love you. I really do.

Ouvindo Carpenters, ensaiando um melodrama, bocejando pra espantar o tédio. E o que seria da minha vida sem esses momentos?

Minha irmã ligou-me hoje. Isso sempre me deixa feliz, chova ou faça sol. No caso, chove hoje. Não é ruim, embora eu não goste de carregar o inconveniente do guarda-chuva.

A preguiça está fungando em meu cangote.

Pois sim...

Só pra deixar claro, não estou tão gorda assim. É que as pessoas ao meu redor estão magras demais, só isso.

...

Óinc.

Uma estrovenga forçuda na extremidade retal.

Segunda-feira mamãe fez uma aparição relâmpago, mas ficou tempo o bastante pra dizer que estou tão gorda que pareço as porcas peladas que a mãe dela criava. Fiquei meio embasbacada com o comentário que passei alguns segundos intermináveis sem reação, pensando no que responder. Decidi abraçá-la e dar feliz ano novo. Ninguém mandou eu comer tanto. Passo mal com essas bizarrices familiares... é cada um pior que o outro.
Pelo menos não levo mais cacetadas no ano novo por pleitear um copinho plástico de batida de abacaxi numa barraquinha de praia. Agora já estou praticamente imune, adulta e vacinada, embora gorda feito uma porca pelada.
Melhor pensar que isso foi um elogio... ¬ ¬'

Ontem saiu o resultado do vestibular da Puc, e claro que passei. Até um mongol teria passado. Menos de 1 candidato/vaga no curso que prestei. Isso não merece comemoração. Se eu não fosse uma criatura tão desorganizada poderia ter lembrado de fazer a inscrição da Fuvest antes de encerrar o prazo, e aí sim, seria motivo pra comemorar, após ter feito a prova e passado lindamente. De qualquer forma, penso seriamente em prestar Letras este ano. Mesmo que signifique continuar pobrinha de havaianas laranja e suvaco peludo por falta de reais pra ser assídua na dona Luzinete. Terei ainda de ouvir ela resmungando que já dá pra fazer tererê. Pelo menos eu me divirto. Ou não. Sei lá.

A vida é esquisita demais. Me sinto em órbita com esse remédio que estou tomando, embora ainda consciente pra escrever neste blog, fiel companheiro.
Mas vou agora me enfiar debaixo do edredon e ler o Jorge Amado e lamber os beiços com o mungunzá de dona Florípedes Paiva Madureira. Além do que, logo mais terei muitas coisas a fazer, portanto vou me windows.

Porca pelada... era só o que me faltava... tsc, tsc, tsc.

segunda-feira, janeiro 03, 2005


Hoje dormi tanto que quase virei japonesa. Socorro.

Como diria minha amiga Ana, que calor da porra é esse? São Paulo está uma sauna gay hoje. Quero frio, neve, casacos e cachecol. Sexta passada fui nas lojas Renner trocar meu sapatinho verde que ficou enorme no meu pé, e como não tinha mais aquele modelo, eu troquei por uma sandália branca e comprei esse conga vermelho que estava em promoção. Nada mais justo que sapatos novos no ano novo, não é mesmo?
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Cachaça com pinto de leprechau.

Estou aflita, ansiosa e com sono. Quero massagem nas costas e que chegue quarta-feira logo. E espero conseguir ler antes de dormir sem babar nas folhas.

sábado, janeiro 01, 2005

Feliz ano novo.

Ontem quase morri de dor de cabeça, cólica, depressão e gripe, mas vim pra casa do João Paulo passar o reveillon. Eu só queria ficar quieta no meu canto, sossegada, sem ninguém pra me encher o saco, sem ninguém grudando, em silêncio, mas tive que quebrar um pouco da minha apatia de ano velho e adentrar o ano novo com os fogos insuportáveis. Hoje já estou melhor, sem dor de cabeça, mas ainda assim, me sinto um pouco inconformada, como ontem, que precisava do isolamento, da distância das pessoas e sem os fogos pentelhos.
Talvez eu esteja doente, mas não me sinto mal por isso.

Só espero que este ano as coisas funcionem e sejam melhores pra mim e minha maldita família de gente esquizofrênica e mal resolvida. Sinto-me tão cretina quanto todos eles agora. E quero me libertar disso apesar de tudo, e do hábito cômodo de estar sempre nessa mesma merda, reclamando. Quero que da merda saia um pouco de ouro, pra variar um pouco. Só um pouco de vida e talvez felicidade, que já não sei onde deixei.

Obrigada.

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Bazar de ano novo.

Tomei coragem e tirei milhões de tralhas dos meus armários pra doar e quase morro asfixiada na poeira. E o pior é saber que ainda falta muita coisa, e eu nem sei onde vou enfiar meus pijamas. Além do mais, nem tenho tantas roupas assim. Ainda há muitas velharias que eram de minha avó nos armários do meu quarto e preciso me livrar de tudo isso de uma vez por todas. E de meu pai junto, que ele só atrapalha, e quer guardar tudo "pra usar na próxima encarnação".
Espero que essas coisas possam servir pra alguém, já que vou doar.

Estou com um princípio de gripe, esquisita.
Não sei onde enfiar minha coleção de pinguins e a Hello Kitty. Céus!
Melhor eu voltar pra arrumação senão não poderei dormir hoje no quarto com tanta bagunça. Jisuis. Quem dera estar viajando ou fazendo algo mais agradável longe desse caos...

Pigarrinhos gripais.

Troquei o template, só pra variar um pouquinho. Está brega, eu sei. Meu lado Rosana cantando "como uma deusa" aflorou hoje. É que monstruei. Deve ser isso.
Aliás, é incrível como eu fui destinada a passar todos os reveillons de fralda. Eu mereço...

Dia de arrumar o armário.

Estou protelando há séculos uma limpeza e organização do meu quarto, mas pelo visto não dá mais pra adiar. É hoje ou hoje. Seja o que Deus quiser.
Se sobreviver eu volto.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Salve Jorge Amado Jorge.

Estou peidando horrores hoje. Comi abacaxi.
Mas ainda me sinto inútil.
Não sinto vontade de fazer nada, nem de falar com ninguém, mesmo tomando meu anti-depressivo. Quero voltar a ser normal, no meu auge de normalidade e produtividade. Quero parar de comer porcarias quando estou ansiosa ou nervosa ou com medo de alguma coisa idiota. Seria pedir muito?
E quero ler Harry Potter em janeiro.

Nothing wrong.
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terça-feira, dezembro 28, 2004

A literatura perdeu mais um importante ícone.

Morreu a Susan Sontag. Magoei.

Por que o Paulo Maluf não morre afinal? Só morre gente legal. Isso pode significar que quanto mais chata e cuzona eu for, serei eterna. HOHOHOHOHO! Tenham medo.

Hoje eu comprei um tubo de cola.
Muita emoção, não?

segunda-feira, dezembro 27, 2004

I love Lucy


Minha boneca Lucy acabou de chegar do Submarino. Presentão do fofucho de natal. Minha primeira Barbie Collectible! Que emoção! É linda, perfeita. Igualzinha a Lucy do seriado. :-D
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domingo, dezembro 26, 2004

Vazio natalino.

Eu ainda não consigo acreditar em Natal. Talvez porque eu nunca tivesse uma família de verdade a ponto de merecer uma confraternização como fazem todas as outras. E comemorar com a família dos outros sempre foi pra mim como viver da caridade e os restos, as migalhas dos demais. Sempre me entristeço com essa sensação que nunca me escapa no final de dezembro. Meus pais sempre foram a ausência presente. Nem sei se posso considerá-los realmente minha família. Não tenho sequer a amizade deles, a sintonia que têm todos os filhos com seus pais. Pra mim isso não existe, e o Natal é apenas a data pra rememorar este vazio intenso.

Meus amigos acabam sendo a minha escolha, o alvo do amor que não tive a quem dar pela família inexistente. Pareço até personagem Disney, sempre órfão ou vivendo entre madastras cruéis ou familiares merecedores de castigos sem limites, mesmo sendo tudo isso um exagero às minhas atuais circunstâncias. De certo modo, minha ausência do mundo e essa vontade de se fazer invisível até que se acabem todas essas comemorações que não me cabem é fruto desse sentimento, dessa sensação de abandono e invisibilidade eterna. Não estou acostumada ao calor humano e tudo isso me é novo e me assusta. E é por isso que eu fujo. Sempre fujo, tentando esquecer que existo, que alguém ainda assim me deseja por perto e eu não quero ter que me abrir e sentir o calor que até então era me privado pela ausência dos que deveriam ser presentes sempre em minha vida, mas que nunca estiveram por perto com braços abertos para o amor e para o natal. Agora não me interessa mais tudo isso e eu continuo a fujir, a escapar entre os dedos dos que mesmo assim me querem presente.

Mesmo aos meus amigos é de certa forma um pouco doloroso desejar feliz natal, sabendo que no fundo, mesmo com eles perto e todos seus desejos sinceros de que eu tenha também um dia feliz e cheio de amor e amizade, não consigo deixar de me questionar sobre tudo aquilo que a data simbolizava pra mim, que era distante de tudo aquilo que deveria ser. Uma ausência minha, e somente minha, que se tornou parte de mim e de minha história, aparentemente perpétua, irremediável. Até quando não sei dizer.

Por isso espero passar esse final de ano e as datas terríveis, as datas do vazio e da vontade de permanecer isolada em reflexão (des)necessária para voltar ao convívio pleno aos que me são queridos, aos meus amigos, aqueles que tudo significam de humano para mim. Enquanto isso, volto à minha rotina de fugas bestas e covardes, de raiva, lágrimas, alegrias também, e uma solidão benéfica, que me faz mais forte, embora azeda certas vezes. Pois saibam que, embora pareça insensível e cretina, amo todos vocês, e isso ninguém me tira, nem mesmo minhas confusões emocionais bizarras que surgem das trevas do meu coração. Volto logo e, enquanto isso, espero que divirtam-se e aproveitem suas famílias presentes, os amigos e os presentes de grego, os bebuns e todas as alegrias que puderem ser sentidas.

Beijo nas crianças.

sábado, dezembro 25, 2004

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Citalopram, venlafaxina, sertralina, e tudo o que for necessário pra manter a sanidade.

Porque definitivamente, eu moro num hospício.
Meu pai surta todos os dias o dia todo e não há cristo que agüente.
Acho que ele lambeu muita merda e ficou assim, demente.
Eu tenho que passar menos tempo em casa, até o psiquiatra concordou com isso.
Não há solução por enquanto.
Meu pai se recusa a ir se tratar. Tenho que levá-lo amarrado, mas não tenho forças pra isso. O inferno é aqui, por isso não tenho receio das coisas se tornarem piores.

Mommy gave me this rose.




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quarta-feira, dezembro 22, 2004

"Ranga-me no ato, cê e o cara só no álcool."

Hoje fui ao meu psiquiatra e minha última medicação prossegue pelo menos por mais um mês. Talvez ano que vem eu tome algum remédio pro DDA.
Mas tudo bem, porque eu comprei presilhinhas de cabelo pra usar no Natal.
Eu tinha que ir hoje no shopping, mas me esqueci. Amanhã estará um inferno, sem dúvida.
Valha-me God.

terça-feira, dezembro 21, 2004

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Gostaria que fosse inverno aqui também.



Estou derretendo. Isso me deixa molenga e chata.

Mal amada.

Nasci pra ser vilã. Me sinto um pouco desprezível, nem pelos atos em si, mas pelo fato de que não consigo me desvencilhar desse peso que me puxa sempre pra baixo, pra inércia e apatia. Eu sempre estou a poucos passos de um grande abismo, e tento me esquecer do desespero da minha vida. O desespero é sempre uma constante.
Sinto-me chata, esquisita, sempre a esquisita e mal amada, que não se faz compreensível. Cansada de tudo isso, mas ao mesmo tempo incapaz de fazer as coisas diferentes. Essa família me desespera e o desespero não me deixa viver mais que o necessário. E assim eu sempre choro e respiro porque viver é minha obrigação. E tudo é esquisito e pesado. O ar é como se fosse lama, e essa lama pesa sobre mim e não me permite movimentos bruscos. Eu quero sair dessa lama, que me oprime e me protege. Fora daqui me sinto feliz, mas no meu cérebro reluzem fragmentos do medo, que me conduz de volta à lama da opressão e do conforto das paredes. E viver torna-se cada vez mais difícil dessa forma, nessa espessura rude de realidade, intransigente, indesejável.

Por que não consigo me sentir mais feliz? Se é que um dia fui, porque tudo agora me parece ter sido ilusão, um modo paliativo de prosseguir, quando você permanece imune a essa bruma quente de tristeza do mundo. Difícil de respirar. Como a morte. Ela parece se atrasar, rir de mim espreitando-me do armário. Ri de mim. E eu sinto isso, e choro. Sei que ela não me assusta apesar disso. É fresca, uma esperança enfim. Um pontapé de renovação. A vida se diverte às minhas custas. Me entupo de antidepressivos pra conseguir viver sem tomar conhecimento das coisas. E já me sinto meio morta, vivendo dessa forma cretina e violenta. Passageira clandestina de um trem fantasmagórico, cheio de pessoas ricas, sorrindo com seus dentes amarelos e seus casacos elegantes de pele de bicho decadentes. Elas sorriem e me intimidam com suas porcarias reluzentes, suas vidas falsas e cheias de caprichos superficiais. Sinto pena e sinto angústia diante de tudo isso. Deslocada. Sempre.

domingo, dezembro 19, 2004

A pipa do vovô não sobe mais.

Sinto saudades daquela verborragia psicótica que me acometia antigamente. Daqueles posts quilométricos cheios de melodrama desnecessário. Cadê tudo isso afinal? Onde pode ter ido parar?
Só sei que hoje esqueci de tomar meu remédio. Espero que este fato não provoque nenhum efeito colateral exótico.
Hoje consegui ver Sex and the city no canal 21, mas era um episódio que eu já tinha baixado e assistido. Mesmo assim foi legal. Só não baixo os outros porque não cabe no meu HD e eu estou protelando uma organizada de emergência.
Já estou cansada desse vício pelo caos na minha vida. Meu muquifo está sempre uma zona e eu não tenho nada do jeito que eu queria. Dá vontade de queimar tudo e ir comprar cigarros, e nunca mais voltar.

Preciso ir na loteria. Se eu ganhar na mega sena vou fazer lipoaspiração.
Me sinto mongol. Mais do que o normal e necessário. Deve ser o calor.

Hoje fui fazer o raio da prova da Unesp na puta que pariu, aliás, no Pari, embora eu não tenha parido e não seja puta, e cheguei 1 minuto atrasada e os malditos já tinham fechado os malditos portões e não abriram mais. Então eu fui me embora e aproveitei pra tirar umas fotos por aí, e depois fui pra casa do JP, e ele fez a maior surpresa e me pegou de carro no metrô. Passeamos de carro e ele me trouxe em casa. Até que pro primeiro dia ele está muito bom nisso, embora ele ache que não.
Peguei uns dvds e mais tarde vou assistir, depois de ler um pouco. Estou pensando em procurar emprego, mas estou com preguiça. Na verdade eu só queria a parte do dinheiro, que é uma eterna ausência em minha vida de lesma. *suspiros*
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Da Vinci Code.

Terminei ontem de madrugada a leitura do fantástico O código Da Vinci, do Dan Brown. Foi o livro que mais gostei de ler até hoje, sem dúvida.
Agora fica aquela sensação de saudades da trama e dos personagens... acho que vou reler ele assim que terminar os outros livros já começados.

Estou com sono. Melhor escovar os dentes e ir pra cama logo. =oP
Amanhã (hoje) será um dia bizarro.

sábado, dezembro 18, 2004

Agora sim.

Matei a vontade de ter um livejournal. Minha alma poderá enfim descansar em paz.

quinta-feira, dezembro 16, 2004


Eu e meu porco estamos morrendo de calor.
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Infância tem gosto de Fandangos queijo.

E isso é reconfortante.
Saudades da pré-escola... era quando a inocência não me fazia vítima da maldade alheia ainda. Agora não sobrou nada disso. Só o Fandangos e minhas células adiposas.

Nhé.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Veruca Salt says: I want it now!

O submarino é sem dúvida uma tortura pra mim...

terça-feira, dezembro 07, 2004

Churrasco de pônei melancólico.

Há dias venho ensaiando um novo post, mas sempre desisto por falta de idéias, tempo e novidades. Meu teclado está cheio de sujeira e comida e eu botei meu edredon, que estava encostado desde o carnaval, pra lavar, então espero que a máquina de lavar não levante vôo, porque ela fica rebolando freneticamente e isso me assusta.

No final de semana fiz as duas provas do vestibular da Puc e, espero sinceramente ter passado, embora no segundo dia tenha deixado a parte de matemática/física em branco e tenha ido muito mal em química, o que já era de se esperar.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Mau humor estratosférico.

Hoje acordei cedo e fui obrigada a acompanhar meu pai na endoscopia no Lavoisier, e depois fui fazer meus exames de sangue anuais em frente, no Elkis, mas descobri que os malditos se juntaram ao Lavoisier, e por isso não atendem mais meu plano da Amil, e fui obrigada a ir no Campana, que eu acho uma bosta. E o pior é que não pude fazer todos os exames e nem mijar no potinho, porque estou monstruada, então terei que ir novamente na semana que vem.
Meu pai ficou se fazendo de coitado depois do exame por causa do líquido anestésico que deixa ele mais mongo que o habitual, e depois da peregrinação por laboratórios fomos almoçar no Uno Due.
Mal resolvi dar um cochilozinho depois do almoço, a folgada da minha mãe liga pra eu ir pagar o boleto das Pernambucanas pra ela, como se eu não tivesse mais o que fazer. Pois nem me movi, eu precisava dar uma dormida.
Hoje iniciei o tratamento com um anti-depressivo novo, manipulado. Espero que tenha um efeito bom. Falei com o JP no telefone agora há pouco, mas ele está com preguiça de vir me ver, mesmo tendo prometido que viria, então foda-se ele. Não preciso disso no momento.
Minha vida é muito desanimada e tenho que lutar muito pela minha independência e auto-suficiência, especialmente financeira, que é o ponto-chave. Não sei o que fazer.
Ninguém me cobra mais isso do que eu mesma, e não é à toa que estou com uns cabelos brancos... Cansei de ser o Monstro Mya.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

terça-feira, novembro 30, 2004

Life is just a bowl of cherries... Or not.

Ontem fiz depilação, fui ao médico e fiz as unhas. Me senti até humana depois disso.
Continuo tendo zilhões de coisas pra fazer e não sei como dar conta de tudo e nem por onde começar. Amanhã vou novamente ao meu psiquiatra e terei aula de costura. Tenho que terminar uma camisa, a bermuda e uma calça que nem comecei ainda e nem sei onde devo costurar primeiro. O foda é que toda vez que uso o overlock do senac uma das linhas escapa e eu não sei colocar. Aí permaneço atrasada na conclusão das peças, então terei que chegar antes amanhã pra conseguir fazer isso, e o normal é que eu chegue atrasada.
Sábado passado fiz a prova final do inglês, e no próximo não terei aula, mas terei vestibular e isso é quase totalmente idiota.
Ando assistindo novela mexicana durante as tardes. Assim precisarei de um transplante de cérebro em breve.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Alta costura na Maison *********


Hoje fiz um vestidinho anos 50 pra Barbie. Agora fiquei com inveja e quero um pra mim também. =oP
A diferença é que não dá pra usar retalhos no meu caso... Humpf.

Hoje tive aula de costura, e agora estou morrendo de sono.Posted by Hello

quinta-feira, novembro 18, 2004


Comprei um copo fofo da Hello Kitty! Lárarirará!
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=^ . ^= Meow!


Esse é meu gorrinho de gato que fiz noutro dia. Em breve farei outros pra vender pelo circodepulgas. Hohoho!
Por enquanto estou eu aqui a baianar usando havaianas com meias verdes. Melhor me esconder dos olhos alheios.
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segunda-feira, novembro 15, 2004

Belleville Rendez-vous



Assisti ontem esse filme, e simplesmente AMEI. Já está nos meus ultra-favoritos.

"Look out, Nemo. Your main competition as Oscar bait has been found. THE TRIPLETS OF BELLEVILLE, a clever if bizarre blend of vintage Warner Bros. Cartoons, postmenopausal Andrews Sisters and Buster-Keaton style bumbling, starts with the most Disney of premises: a lonely orphan is consoled by his teeny club-footed granny with a gift of a bicycle. But once Champion hops on his wheels, the nearly dialogue free French-Canadian-Belgian coproduction takes off to places weird and whimsical. The visually splendid oddity directed by French animator Sylvain Chomet sent the crowd into frequent fits of giggles and its exposure here could definitely give Disney-Pixar's FINDING NEMO, a run for the feature animation Academy Award."
-Susan Wloszczyna, USA TODAY

Really a masterpiece. Ler essa bizarrice: "postmenopausal Andrews Sisters" me fez rir. Pior é que parece mesmo. Mas eu adoro as Andrews Sisters. Mesmo pós-menopausa.

sexta-feira, novembro 12, 2004

Fat fat fat.

Estou no auge da minha gorduchice outra vez. Não é à toa que nem o JP quer me comer.
Preciso tomar vergonha na cara e emagrecer. =oP
Magoei.

quinta-feira, novembro 11, 2004

Ontem assisti Os esquecidos com o Jp e almoçamos juntos.

Vou costurar umas coisinhas daqui a pouco. Preciso cagar.

Pseudo-levitação momentânea. Antes que uma bomba caia em meu cocoruto.

Que a minha vida é esquisita não é novidade, mas ando com a sensação de que as coisas andam melhorando, talvez. Se é uma falsa sensação eu não sei, mas hoje pelo menos, tirando a existência histérica do meu pai, tudo parece satisfatório e calmo para pensar, refletir e criar. E eu não me sinto um "poço de mau olhado", como um anônimo imbecil sugeriu num comentário aí abaixo.
Quando meu pai não está por perto me aborrecendo de algum modo eu me sinto bem, com aquela paz de espírito que os charlatões tentam oferecer em livros de auto-ajuda, e que no entanto é algo que só você pode se dar.
Infelizmente não vendem cérebros no Polishop, que é uma das poucas coisas que conseguem me enfurecer quando eu volto a constatar a realidade exterior. Se preocupar muito com o mundo lá fora e com o que as pessoas fazem, pensam e dizem é um mal desnecessário e evitar este contato com a burrice alheia é uma boa opção.

Está chovendo e eu estou feliz de alguma forma, mesmo sem precisar de um motivo especial pra isso. Talvez seja simplesmente um dia bom e pronto. Daqueles que se intercalam com dias tenebrosos e chochos. Talvez os ditos homens sábios tenham exatamente esta consciência, de que os dias ruins são também necessários e virão certamente, mas nem por isso se abalam ou se preocupam antes da hora, de modo que podem aproveitar os dias bons com plenitude e felicidade, o que torna as coisas mais agradáveis por conseqüência. E é justamente isso que faz a diferença. Quem gosta afinal de pessoas negativas e remelentas por perto? Já o contrário também se nota, de modo inverso; algumas pessoas são agradáveis de se ter por perto, talvez porque saibam viver suas vidas sem se preocuparem muito com a vida dos outros e com os problemas vindouros. Sofrer por antecipação é uma porcaria, enfim.

Essa semana minha mãe apareceu aqui em casa e fiquei feliz de vê-la, e também feliz porque finalmente ela passou a me tratar melhor com a maturidade dela. Isso só prova como o tempo às vezes faz bem às pesssoas, e como o passar dos anos as modificam profundamente. Claro que isso não é uma constante, mas é natural que seja assim.
Tenho uma flor nova num copo d'água na minha janela.

Tenho várias coisas pra fazer. Já que minha organização é uma coisa meio utópica, melhor eu ir fazendo o que deve ser feito, que ficar parada esperando as coisas mudarem. E mudar é uma das coisas que considero mais importantes na vida. Só duas coisas não mudam: meu pai e a inevitabilidade do destino e do desconhecido. E a morte, que um dia chega pra todos. Mas não vou mudar de assunto, vou mudar coisas mais imediatas e materiais mesmo. Vou lá, mas volto.

E a quem possa interessar e tenha notado, realmente tenho passado menos tempo conectada. Talvez seja exatamente esse o X da questão. Não acho que esteja sendo ruim essa coisa de passar menos tempo conectada e morgando em frente ao computador. Tem muita coisa interessante pra se fazer longe das teclas também. Pra quem ainda não percebeu, fica a dica.

sexta-feira, novembro 05, 2004

Fuuuuuuuuuu... Fuuuuuuuu... (assoprando pra passar o calor)

Tenho uma nova máquina de costura e já quebrei duas agulhas desde ontem.
Acabei de esmagar um inseto que caiu no teclado e eu tenho que ficar rica pra pagar as prestações da máquina, que é cheia de modernidades.
Hoje está um calor danado e passei a tarde fazendo a costura de uma saia que não usava há mil anos, e comprei há pelo menos 10 anos, ou quase isso.
Aliás, eu quase que só tenho velharias, basicamente, além de morar num museu com uma múmia embolorada que fala com amigos imaginários, mas isso não vem ao caso.

Estou com sono e de saco cheio do calor. Eu sim, pareço uma velha que range como uma porta igualmente idosa. Nhéééé...

Hoje fui à feira e comi pastel de palmito.
Adoro um palmitão. Ui.

quarta-feira, novembro 03, 2004

Eu odeio as eleições e os eleitores xucros.

Ontem tive um momento de decadência novamente, e fiquei choramingando pelos cantos, deprimida, sentindo-me a última das moicanas, no melhor do "ninguém me ama, ninguém me quer". Agora já superei. Ou quase isso. Nada como um chocolate para massagear o coração moribundo de uma lady cambaleante.
E hoje o dia começou meio bizarro. Essa história de horário de verão e eu usufruí de poucas horas de sono reparador de beleza, porque fui pra aula de costura de manhã. Sempre atrasada, claro. Terminei a saia que a professora ensinou. Mas antes, lutei com a máquina de costura e o sono, desfazendo meu serviço porco umas 500 vezes, pra refazer direito. E na hora que tudo parece ir bem, a linha da bobina acaba. Aí eu refiz a costura novamente. E foi bizarro. Fiquei lá no senac depois da aula, até que as faxineiras invadiram a sala pra fazer a limpeza. Eu fazia companhia para os ventiladores de teto.

Estou morrendo de sono. Apreensiva, porque eu tenho uma novidade que não poderei contar até que seja uma novidade concreta, senão talvez não venha a ser novidade. Bizarre, bizarre. Ces't bizarre.

I need to go sleep.
*suspiros*

terça-feira, novembro 02, 2004

If you are not a boring person, call me.

Meu estado de espírito não é dos melhores hoje. Embora eu saiba bem que tudo poderia ser pior. Estou animada pra algumas coisas que, por falta de recursos, estão inviáveis de serem feitas hoje.
Quero tomar sorvete e passear no parque e ver flores bonitonas.

domingo, outubro 31, 2004

Reverências ao gelo, o inverno, o ventilador e o ar condicionado.

Estou derretendo. Quando chega o verão eu me lembro como odeio viver em país tropical.
E ainda não está calor de verdade. Até dezembro eu ainda morro.

Hoje eu cozinhei. E desfiz meu crochê venusiano pra fazer tudo de novo.
Comi demais e comprei uma calça listrada na Marisa, pela internet, claro.
Comi tanto que já estou com pena das minhas pregas. Tudo que entra tem que sair afinal.
Tô semi-bege.

quinta-feira, outubro 28, 2004

Crochê venusiano.

Hoje busquei nos correios minhas agulhas de crochê tunisiano que comprei pela internet.
Agora só falta comprar linha e começar a fazer. Isto é, se eu entender os diagramas, segundo uma revista que comprei esses dias. Não parece tão difícil e o trabalho é bem bonito. O foda de artesanato é que pra fazer algo interessante você leva eras, e parece que não rende muito o trabalho manual.

Ontem de noite tive que esperar meu vizinho maldito do andar de baixo mandar embora os convidados dele pra conseguir dormir. Não adiantou muito os mil pedidos por silêncio que foram feitos; a falta de respeito e educação prevaleceu. Com certeza não deixarei por isso mesmo, seja aniversário do infeliz ou não. Segundo meu pai, esse cara veio morar aqui no prédio justamente porque expulsaram-nos de outro, por causa do barulho que faziam. Já vi que terei algumas noites difíceis, mas não por muito tempo. As pessoas deviam me querer sempre como amiga delas. Do contrário... hehehe! * Coração ficando preto mode on *
Pessoas cretinas e Fabiana não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Nem o mesmo planeta. Nada. Me tornei intolerante pra esse tipo de coisa. JP costuma reclamar comigo quando abro o berreiro, mas não tenho cara de idiota. Ou até tenho, mas idiota não sou, e faço questão de deixar isso bem claro. E no mínimo o filhinho de papai do andar de baixo vai levar uma multa, se depender do meu bom humor. Humpf.

Hoje estou de saco cheio de tudo. Mesmo que não tenha motivos o bastante pra isso. Apenas estou xarope, como o céu está azul. E pronto.

Quero uns dinheiros.
Tenho que bolar alguma estratégia mirabolante.
E quero uma lipo na pança. Não gosto desse "enfeite" pendurado.

quarta-feira, outubro 27, 2004

Ai, caralho! Hoje é dia de eclipse!


Só uso faiãlas lexítimas!
Posted by Hello

Entupimento por açúcar.

Hoje foi dia de muito sono, mau humor remediado por croissant de manhã, chegar atrasada na aula de costura, lutar com máquina de costura pra pregar zíper invisível, desvendar os mistérios da costura manual, ter medo do ferro a vapor, renovar o livro na biblioteca, ir no conjunto nacional, achar um absurdo o preço de tudo na papelaria em frente à livraria cultura e mesmo assim comprar alguma coisa, almoçar com JP no Montana Grill, visitinha ao Standcenter com direito a carteira nova da Hello Kitty, praguejar contra um motorista de ônibus que não quis abrir a porta fora do ponto, tomar milkshake de ovomatilde do Bob's e ter uma overdose de açúcar arrematando com o bolo e as tranqueiras açucaradas que mamã trouxe de manhã enquanto eu babava no travesseiro. E aliás, minha mãe é imbatível na comida quando ela quer. Agora preciso salvar o mundo das cáries.
Minha pança está enorme.

segunda-feira, outubro 25, 2004

Assuntos para pessoas sem assunto, ou, manual prático do maldito chato:

* Fale sobre o tempo. Por exemplo, reclame que hoje choveu e você teve que voltar pra pegar seu guarda-chuva, e que felizmente percebeu que iria chover, mas que voltou pra casa com a infelicidade da barra da calça toda molhada no final da tarde e se lamente para o seu interlocutor amaldiçoando a chuva. Diga como está calor e como detesta ficar suando, além de todas as complicações possíveis que o calor traz, e coisas assim.
* Fale sobre o trânsito e as cagadas alheias nas ruas, enquanto está dirigindo e cometendo as suas, ou dentro do carro com alguém, dizendo das glórias de um modelo importado que o motorista ao seu lado jamais poderá comprar. Afinal, aquele Fulano alí deve ter comprado carta! Você viu como ele quase bateu no carro da frente? Onde estão os tratores desgorvernados nessas horas? Ô filho de uma égua! Que cor horrível desse carro aí na frente... mas aquele Fiat alí é bem bonitinho. E por aí vai, ad nauseam.
* Se te perguntarem como você está, comece a fazer uma longa descrição de sua saúde atual, de todas as doencinhas possíveis e as que você acha que tem porque é um hipocondríaco de merda. Descreva sua tosse seca e como ela te incomoda durante as noites, lamente-se bastante como se o seu interlocutor realmente fosse seu médico e desejasse saber. Não esqueça de citar as dores no pescoço que talvez sejam um tumor novo e as possíveis novidades da indústria farmacêutica.
* Fale sobre a programação de tevê como se ela realmente fosse interessante. Você viu o cara que ficou preso no elevador do prédio alí no centro da cidade? Ontem a Maria do Carmo deu o rádio na novela das oito. Acho que os peitões dela combinaram com este novo personagem. Fale especialmente das novelas mexicanas e dos programas de auditório podres. E como diz nosso rei, Silvio Santos, não se esqueça que pra ganhar é só rodarrrrr!
* Outra variante é falar falar e falar sobre si mesmo sem parar, sem citar mais ninguém além de si mesmo. Não retribua a pergunta "como vai?" porque você não está mesmo querendo demonstrar interesse no interlocutor, já que ele está lá apenas pra ouvir sua ladainha e como você é bem sucedido e importante e feliz. Quem precisa de amigos afinal?

*sigh*

Ontem apresentei meu speech na Puc e correu tudo bem, o que me deixou radiante de felicidade. Minha professora é um doce, e sei disso sem precisar ter lambido ela.
De tarde assisti A fantástica fábrica de chocolate do nosso glorioso-quase-deus, Willy Wonka, e também Albergue espanhol, com a Audrey Tautou. E hoje assisti Gothika, com a Hale Berry.
Ainda não consegui ver Garfield, mas tentarei remediar isso durante a semana.

Amanhã não posso faltar no sesc nem em decreto. Tô me sentindo a Prisoner Willy. Refém de minhas banhas e meus péssimos hábitos. Credo.

quinta-feira, outubro 21, 2004

TO DO:

* pagar modhost
* devolver dvd na locadora
* ...

Sinto que estou esquecendo alguma coisa.
Tá olhando o que?

quarta-feira, outubro 20, 2004


Hoje foi minha terceira aula no curso de técnicas de costura. Já fizemos o corte de uma saia, e costura francesa. Estou adorando... só espero conseguir desemperrar a caixa da bobina da minha máquina. =oP
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terça-feira, outubro 19, 2004

Rama Lama Ding Dong.

Atualmente estou aceitando convites para almoços e jantares informais.
Daqueles que tem comida.

Trilha sonora mental de hoje: Edith Piaf - La vie en rose.

segunda-feira, outubro 18, 2004

Notícias que não gostaríamos de ter.

Perdemos um fotologger dos melhores.
Dia começando triste.
Muito chato isso.
=o/

Fabiana em nova embalagem.

Troquei a foto e as cores do template. Acho que ficou mais bonitinho. Hihihi! Eu gosto dessa foto aí. Tirei ela numa tarde ensolarada após uma consulta no meu psiquiatra.
Enjoei do amarelinho.

domingo, outubro 17, 2004

Ê lalaiá lalaiá!

Hoje passei a tarde inteira conversando com a mamã do JP. Falamos sobre assuntos diversos, do estilo de pintura a temas espirituais. Foi bem legal. E eu pensei sobre diversos assuntos e sobre os rumos que tomaram minha vida. Acho um saco não saber o que está por acontecer, essa coisa de surpresa do futuro. Dá medinho. Ui!

Ganhei uma bolsinha fofíssima da Essenziale. Morram de inveja. Depois boto a foto dela aqui.

Estou bastante empolgada com o curso de costura. Amanhã será minha segunda aula.
Sexta-feira passada fui na 25 de março comprar material de costura e acabei cedendo à tentação de comprar uns botõezinhos fofos de bichinhos e florzinhas. Sou bichona mesmo. Nem sei onde pregar os tais botões, mas sei que prega-los-ei em algum lugar um dia.
Hohoho!

Queria ter ido ver o show do Village People. Será que se eu convidá-los pra se apresentarem aqui em casa eles vêm? Buig.

sábado, outubro 16, 2004

Tô passada. Me fodi.

Caralho, fiquei até 1 hora da tarde esperando meu ônibus pra ir pro inglês. E o ônibus não passou. Como não adiantava mais ir pra aula depois dela ter terminado, voltei pra casa. Logo hoje que era minha apresentação. Que merda, era o dia do meu speech! Hoje encontrei o Francesco na rua, e conversamos um pouco. É incrível morarmos na mesma rua e termos ficado mais de 2 anos sem nos vermos. Fiquei feliz em revê-lo, pena que não deu pra conversar mais.
Estou indignada com a ausência de ônibus de hoje. Como vou me justificar pra professora? Ela vai achar que eu não fiz o raio do speech. Droga isso.

Estou com fome, pra variar. Não sei o que fazer e minha cabeça está quase doendo.

quarta-feira, outubro 13, 2004

Insensíveis de coração preto!

Não posso me conformar com vocês, que ficam aí lamentando a morte do Super Homem e nem se tocam que o Fernando Sabino morreu também. Humpf.
Mundo besta.

Tô com fogo no nariz. Apresento a vocês, Minerva, minha máquina de costura tcheca. Ela era de vovó. Deve ter uns mil anos de idade... não é simpática a menina? :õ)
Hoje foi minha primeira aula no curso de costura no senac. E eu adorei. Estou empolgadíssima. Só falta a minha Minerva funcionar e eu descobrir como ela funciona, já que é mais que rústica a bichinha. O engraçado é uma máquina tcheca com motor Arno e móvel Singer de outra máquina. Hahaha! Frankenstein total. Mas eu gostei. Enfim... vou voltar aos meus "afazeres".
Posted by Hello

Mil coisas pra fazer.... ai, ai, ai!

Estou com siricutico de digitar a essa hora... eu tenho que ir dormir.
Daqui a pouco tenho que acordar e ainda não estou dormindo. Será mau humor na certa, quando eu conseguir sair da cama. Eu odeio acordar cedo. Costumo ficar num mau humor danado, e eu nem percebo. Quando pessoas saem reclamando, chorando ou xingando aí eu percebo. Geralmente não respondo a gentis "bom dia" proferidos por pessoas matutinas. De manhã cedo ninguém deveria falar comigo. Ninguém deveria notar minha presença. A não ser quando realmente necessário. Essa história de dar bom dia não é comigo.
O dia é bom quando você está debaixo do edredon babando no travesseiro.

Babai se comoveu com o fato de eu estar lendo O código Da Vinci em pdf e resolveu me dar a versão impressa do livro. Chegou hoje. Estou adorando.
Mas como agora já são 2hs da madruga é melhor eu ir, como sono ou não.
E que o dia seja bem produtivo e feliz. Amém.

Tem uma sopa na minha mosca.

Quero que acabe logo essa minha fase quase eterna de desesperança. Já cansei de ser bocó e ficar melodramaticamente esperando o céu se abrir e me engolir. Parece até que fiz cocô na sopa de Deus. Pois preciso respirar fundo e seguir em frente. Claro que nada será fácil, porém não quero perder as minhas forças. Aliás, seria bom recuperá-las ou ganhar uma dose extra pra não desistir mais uma vez pelo caminho.
Vou indo e deixando migalhas pra voltar sem me perder. Mas isso é bem chato. Meus pensamentos são inconvenientes às vezes. Meu lado racional beira o desespero. E o lado sonhador beira o abismo. Sou xarope demais.

domingo, outubro 10, 2004


Hoje comi pra chuchu na casa do fofucho. Logo que cheguei em casa corri pro banheiro pra dar uma aliviada. Agora me sinto melhor. Adoro usar a câmera da sogrinha e tirar fotos por lá. Hihihi! Hoje matei a vontade. Pena que o fofinho precisa trabalhar logo amanhã... humpf. Queria passar outro dia com ele e ver os filmes que aluguei e não vimos até então.
Ontem mamã esteve aqui e encontrei duas porquinhas sentadas no meu monitor. São muito bonitinhas. Preciso pensar em um nome pra elas. As duas estão no maior papo furado aqui na minha frente. Hehehe!
Posted by Hello

Jesus negão. Sangue bão.

Hoje estou de chorar. Se eu continuar peidando desse jeito alguém vai vomitar logo logo... Estou meio aflita essa semana. Preocupada com as coisas que estão por vir, as coisas que não foram feitas e as que terão de ser feitas e talvez o resultado disso tudo, com uma certa felicidade, ansiedade e apatia, tudo ao mesmo tempo, se é que isso é possível em mais alguém.
JP está praticando suas lições de guitarra enquanto eu tento vencer a ausência de conteúdo de minha mente. Queria ter aquela facilidade Inagakiana de escrever.

Falando nisso, agora tem mais uma comunidade do tipo Orkut, só que nacional, pra entrar pra coleção de vícios passageiros da internet. É o Link, do Estadão. Obviamente já estou lá enchendo o saco.

Agora vou embora pra casa.

sábado, outubro 09, 2004

Fabiana é uma mula preta. De sete palmos de altura.

Só Fabianas são capazes de devolver caixinhas de DVD vazias na blockbuster. Só Fabianas mesmo. Pra passar vergonha na frente do namorado. Mil chibatadas na bunda, por favor. Com sal e limão.

O jipe do padre fez um furo no pneu.

Tirei 7.5 na prova do inglês. Não é um resultado muito glorioso, mas tá bom pra quem não estudou... Fui hoje pra aula morrendo de sono. O que me preocupa é que na semana que vem tenho meu speech pra apresentar. Ainda não fiz nada e nem sei que recursos audiovisuais tem pra usar lá na Puc, se é que tem algo e se é que vão emprestar caso tenha. Mas vou tentar fazer algo interessante durante essa semana.
Depois da aula vim direto aqui pra casa do fofucho, almoçar com ele.
O foda é que não passei em casa antes, portanto não peguei os dvds que aluguei na locadora. E tem alguns que são pra devolver hoje mesmo. Cocô.

Vou tentar vencer o sono e terminar de ler Othello.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Kit Kat.

Uma felicidade súbita me invadiu a alma e parecem que borboletas brincam e dão cambalhotas dentro de mim e eu sinto vontade de gritar.
Sinto-me leve, e não é só porque eu já fiz cocô e tomei banho hoje.
Talvez porque eu seja boboca e tenha esperanças ingênuas e românticas, embora eu sempre negue esse meu lado sórdido em frente a possíveis testemunhas. Não quero me comprometer com as coisas bonitas, sabe como é? Minha vida é ogra e eu gosto do meu pântano imaculado.

É melhor eu parar de criar expectativas e não comer mais açúcar hoje.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Os eternos dramas fabiânicos.

Meu pai é um velho totalmente sem noção.
Quando não tem o que fazer (ou seja, o tempo todo), tira o dia pra infernizar.
Acabou de sapatear na cozinha jogando panelas e se fazendo de vítima.
ODEIO.

Ele não consegue se comportar como uma pessoa normal, nem que eu tenha que implorar ajoelhada no milho. Meu karma com certeza é dos brabos pra aturar isso nessa encarnação. Espero sobreviver.

100 escarradas antes de vestir o pijama.

Hoje eu baixei e li o polêmico 100 escovadas antes de ir para a cama, da adolescente italiana Melissa Panarello. Não achei tão ruim como dizem, mas também não é algo extremamente fantástico. Satisfaz a curiosidade daquilo que se propõe, que é o suposto diário da vida sexual e das descobertas e toda a perversão tabu comum na adolescência. Nada que muitas garotas não tenham experimentado nessa fase da vida, mas que só seus respectivos travesseiros souberam. A grande questã é que a dita cuja revela toda a sordidez de sua vida sexual, que vai além do que bons cristãos ousam sonhar, o que não quer dizer que seja algo tão fantárdigo. O que dizer das adolescentes brasileiras que vemos por aí grávidas aos 13 anos e coisa e tal? Acho isso muito mais bizarro do que a Melissa confessando que fez sexo com 5 caras em seu aniversário de 16 anos.

E você, amigo punheteiro que chegou pelo Google, vá embora que não tem nada aqui pra você.

I hate excuses. But I'm always making some....

Estou sem paciência pra certas coisas ultimamente. Não sei se estou chata demais, crítica demais ou apenas de saco cheio de lenga-lenga desnecessária.
De qualquer forma, uma coisa é certa: odeio depender de favores alheios pra executar alguma coisa. Estou há dias pedindo pro meu pai trazer minha máquina de costura e nada dele mexer um dedo pra fazer isso. O problema é que ele se comprometeu a fazê-lo, e vai me prejudicar se não fizer isso realmente, e logo. Tenho que chamar o técnico da Singer pra dar uma geral na dita cuja além do mais. Semana que vem começo um curso de técnicas de costura e acabamento no senac. Pode até não ser algo interessante a longo prazo, mas conhecimento nunca é demais. Acho que dará pra fazer algumas coisas bacanas.

Comprei minha agenda 2005 da Taschen, com a capa de Pinup do Gil Elvgren. É linda linda linda! Pena que custou tão caro, mas eu realmente não resisti e comprei ontem na livraria cultura. Babai obviamente vai protestar quando chegar a fatura do cartão. Ainda mais que comprei um livro da Simone de Beauvoir da Penguin Books.
Estou namorando uma cristaleira da Tok Stok que é perfeita pra guardar meus livros. Com porta de vidro, pra não deixar entrar muita poeira. Isso significa uma coisa: preciso ganhar algum dinheiro, ou não vou deixar de ficar sonhando com tais itens.
Ando pensando insistentemente em decoração. Pisos de madeira, técnicas de pintura de parede, cores, móveis, luminárias... Não agüento isso. Tenho que arrumar um modo de parar de pensar nisso, porque ao mesmo tempo que é algo agradável, é torturante pela impossibilidade de concretizar tais idéias. E justamente essa coisa de ter mil idéias e nenhuma possibilidade de torná-las realidade que me frustra desde que o mundo é mundo. É realmente muito chato ser criativa sem poder de transformação e execução. Broxa, sabe? Sinto meu cérebro se transformando em uva-passa.

Pelo visto terei de ser eu mesma a responsável pelas pedreiragens necessárias. O problema é que eu nunca troquei um encanamento antes. Hahahaha! Tá bem, é claro que foi um delírio!

Ando tão desleixada que estou sem vontade até mesmo de ir na manicure, mesmo já estando pago. Terá isso alguma explicação?

segunda-feira, outubro 04, 2004

Money changes everything.

Ando precisando de estímulos e energia concentrada na veia pra ver se saio desse estado atual de apatia e preguiça extremas.
Ontem foi dia de eleições e fui escrava mesária novamente. Saí da cama num puta mau humor, vesti uma calça de moletom mais que furada, cabelo sem pentear, vesti uma camiseta e uma blusa por cima e tênis, e fui de qualquer jeito pro Mackenzie, sem tomar banho. Mas fiquei feliz por rever várias amigas queridas. A Renata veio em casa com o namorado dela depois do encerramento das eleições, e ficamos nós quatro (o que inclui o fofucho) conversando e debatendo sobre objetos enfiados no nariz. Haha! Foi legal.
Hoje chegou a Bravo desse mês, e nada de chegar a revista de fotografia da editora Europa que pedi mês passado.
A faxineira está no meu quarto fazendo limpeza. E eu não sei onde enfiar minhas coisas, não consigo organizar minhas coisas e minha vida. Não sei por onde começo e tudo parece desanimador, principalmente as minhas pernas peludas.
E hoje monstruei horrores.
Acho que vou voltar pro meu edredon. Só tenho vontade disso.