sábado, janeiro 31, 2004

Ontem fiz um post gigante sobre meu dia pela cidade a desfrutar de uma futilidade que não me é comum, mas que sinceramente desejo poder tê-la todos os dias. Sair, ir no cinema, ir na livraria, comprar um livro de fotos bobas, tomar um milkshake no Bob's, procurar um guarda-chuva prateado no camelô.
Coisas que as obrigações e a vida de pobreza sãofrancisqueana não permitem.

Porque eu fiz pseudo-votos de pobreza até conseguir um emprego melhor. Até lá, terei que viver como os pássaros dessa cidade poluída.
Vou ver se a Ceres respondeu meu e-mail e sair com a sister.
O fofucho foi embora muito cedo hoje... fiquei meio triste.

sexta-feira, janeiro 30, 2004

Quero ir lá comer hot dog...

quinta-feira, janeiro 29, 2004

Recadim...

Sabe, Gustavo, eu concordo contigo.
Eu também tenho essa sensação de como o conformismo torna as pessoas patéticas.
Eu fico realmente muito feliz de ter você lá por perto, mesmo você insistindo em sentar longe, pois sei que você entenderá minhas opiniões, poderá me dar uma força quando eu quiser me atirar da janela e vice-versa, você ameniza um pouco o meu sofrimento porque sei que terei você pra encher o saco depois de uma crise existencial em pleno trabalho.
Claro que naquele emprego, muita gente sente-se orgulhosa de trabalhar terceirizada pra Nokia. E que grande bosta, não?
Nós não somos funcionários da Nokia. Não temos participatividade nos lucros.
Apenas somos escravos mal remunerados; pagos pra calar a boca dos clientes e ouví-los reclamando que o celular que compraram é uma merda, concordando mentalmente, porém tendo que mentir em nome da honra da empresa.
Somos apenas infelizes mal remunerados que os outros não enxergaram como talentos.
Por que? Porque estamos no mundo do puxa-saquismo. O puxa-saquismo é a lei do pseudo-sucesso nos lugares medíocres.
Porque não temos neon em nossas portas. Porque eu não tenho pau e nem diploma da Unicamp.

E sabe por que eu não me aborreço (na verdade eu me aborreço sim)?
Porque certas coisas que sabemos servem-nos pra algo. Os outros não querem aprender, sentem-se incapazes ou fodas demais para aprender algo novo. Você tem algo a ensinar, mas ninguém quer saber mesmo...
De qualquer modo, tua consciência está tranqüila, você tentou ajudar e tem um trunfo. Informação é sempre útil.
Enfim, não se desespere.

A propósito, trate de botar um sistema de comentários no seu blog imediatamente.

Depois você me explica esse negócio do SQL, please?
Eu tenho estudado um pouco entre uma ligação e outra graças a você. Tenho acessado o site da presidência de lá.
Realmente é broxante não podermos concorrer àquelas vagas abertas. Eu pegaria na boa aquela de responder e-mails... sou rápida no gatilho.
Mas ficar lá 3 meses pra isso, comportando-se como um bom funcionário sodomizado, é triste demais.

E iremos sair de lá logo sim, vivos ou mortos.
Falando em vivos, preciso fazer aquele esquema do meu celular que você me disse. Eu acho que a Vivo está me roubando.
Embora já tenha passado o prazo de uso do bônus de Natal...

Voltando ao assunto, você viu que palhaçada que a tal da Flávia fez errado meu registro e de outras pessoas lá dentro?
Ela colocou nossa carga horária como sendo de 150 horas, sendo que na verdade são 180. Não é à toa que não recebemos o vale-lanche até agora.

Luciane, a propósito, se você ler isso, quero um advogado trabalhista sim, se possível. Obrigada.
Sei que é bobagem perder meu tempo processando por pouca merda, mas não é legal deixar barato e virar a bunda pra cima pra que te fodam mais ainda, sem KY. Na minha bunda ninguém mexe e eu sou muito Darth Vader pra não me vingar.

Só podia ser mesmo empresa do grupo teleafônica, a impune. Merda total para os clientes. Merda total para os funcionários.
Não fosse esse maldito desemprego que assola SP, as pessoas deveriam se recusar a fazer esse papel de idiotas por tão pouca merda.
R$360 reais é um salário de fome. E só de pensar que a maioria alí tem filhos e consegue fazer alguma coisa com tão pouco, é de se pensar em milagre mesmo...

Eu fico meio chateada, mas não deixo de achar graça no modo como essas pessoas me parecem encarar as coisas. Progresso para elas é um aumento salarial irrelevante e uma promoção no trabalho de call center... e vão lá puxar o saco e mostrar serviço mesmo, porque de outro modo, elas não conseguirão nada. Qual perspectiva elas têm? Nenhuma, claro.
Eu senti um certo desgosto por parte de algumas pessoas que já trabalhavam lá, nos primeiros dias. Como se a entrada de novos funcionários fosse um risco ao seus cargos amados e suas estimadas promoções. Medo mesmo.
De fato, se depender de nós, será um risco bem consistente.
Mas foda-se. Queremos isso como futuro? É claro que não.

Deixa eu parar de falar mal de call center antes que me batam...
Mas você sabe, pensar grande deixa nos com cara de cu nessas ocasiões em que estamos por baixo, mas é um modo importante de ver as coisas e de conquistar fatias maiores do bolo... ;-*
Gosto de você, amiguim.
Horacio, não fique com ciúmes porque não citei você. Também fico feliz de poder conversar contigo lá e até ficar brava com as discordâncias de opiniões (eu fico brava mesmo, costumo defender meu ponto de vista até o fim).

JP, não tenha ciúmes, eles não são amantes ou namorados. E não são peitudas gostosas também.

Te perguntei alguma coisa?

Eu estava morrendo de vontade de comer aqueles novos sorvetes da Kibon, o Magnum sete pecados... aí fui comprar aqui no bar agora há pouco. Comprei o Gula, que é bem a minha cara. Fui lá, morrendo de vergonha de comer um negócio desses com as banhas a balangar, mas pra que passar vontade, não? A geladeira de sorvetes estava bem na frente da mesa de uns seres que tomavam cerveja. Um deles olhou pra trás e começou a opinar: "olha, aquele alí é bom..."
- Qual, o Magnum?
- Não, o do lado...
- O Cornetto?
- É, leva ele... é muito bom.
- Você vai pagar por acaso?
- Não, não vou, só tava dizendo que é bom, leva ele...
- Você não vai pagar, então eu vou escolher.
E saí andando com meu Magnum.

Tenho a leve impressão de ter sido desnecessariamente rude... mas quem se importa?

Pelas barbas do camarão! Agnetha ressuscitou!!!

A Warner Music Scandinavia anunciou na quarta-feira que assinou um contrato com Agnetha Faltskog, uma das vozes femininas do grupo ABBA, sensação do pop sueco em décadas passadas, para lançar o primeiro álbum da cantora em 17 anos.

Será que será altamente glamour como nos tempos de ABBA? Ai minhas pregas! Que máximo!

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Por que algumas pessoas possuem capim no lugar do cérebro?

Hoje fui trabalhar, cheguei atrasada como sempre e atendi amebas de todos os tipos.
Tive a baita "sorte" de descobrir que me registraram errado no RH, e por isso não recebi ainda o vale-lanche. Pelo visto foi coisa da retardada da gestora, que é chefe da minha supervisora. Ótimo, porque agora já sei a cara de quem poderei quebrar nos próximos dias.
Fizeram merda, de modo que eu e outras pessoas saímos no prejuízo.
E isso não é nada bom... non bom...
Preciso acordar cedo amanhã (ou depois) e procurar um advogado trabalhista. Ninguém mexe com Darth Vader...
Atento, aguarde-me. Pelo menos incomodá-los, irei.

Mudando de assunto, espero que o fofucho volte logo e venha me ver.
Tenho dores de cabeça com uma freqüência antes impensável. Não sei se pelo ar condicionado, fome, sono, fone de ouvido alto, não sei bem. De qualquer modo, não tenho achado bom. Às vezes é bem fraquinha, como essa de agora, mas é incômodo.

Preciso ir pedalar em Lady Neide, que me olha com cara de cachorro pidão.
Faltam 7 dias pro meu aniversário e eu ainda não sei o que fazer. Dormir, talvez.
E a Vivo está me roubando... porra, de R$382,52 de saldo pra R$94,28 em uma ligação rápida é meio absurdo!
Vou bater em todo mundo.

Pelo menos fiz pipoca...

terça-feira, janeiro 27, 2004

Existências descartáveis.

Hoje fui tirar sangue pra exames de rotina, como faço todo ano. Tubinhos descartáveis, agulhas descartáveis, tudo muito asséptico e descartável. No outro andar, fui tomar café. Na verdade, pedi chá. De máquina. Em copos descartáveis. E com bolachinhas em embalagens individuais, descartáveis. No almoço, sanduíche em embalagens descartáveis.
Será que somos também descartáveis? Porções individuais. Tudo na quantidade certa para sua existência solitária em dias de chuva. Tudo é trivialmente descartável e plástico hoje. Não que isso seja bizarro. Um dia nossas roupas e carros serão descartáveis também, e as pessoas já começam a sê-lo.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Rugol na veia...

Faltam 9 dias pro meu aniversário! =o)
Quero presentes!!!

The show must go on!

Lálálá! Estou feliz e empolgada... só preciso de photoshop... e fotos. Ou algo parecido.
Vai ser lindo! Vou dominar o mundo. =o)
Me aguardem.
Sábado revi Pulp Fiction, que havia assistido há tantos anos que não me lembrava de mais nada... e dessa vez eu gostei muito do filme. Na época que eu vi eu tinha outra mentalidade e não aproveitei nada do filme. Agora revi e gostei. E vi também Abaixo o amor, que é fofíssimo, especialmente pelo figurino.

Hoje passei o dia dormindo com o fofucho. Fico bastante feliz quando ele está comigo, mesmo que dormindo. É bom ter alguém de quem gostamos muito por perto. De noite fomos no supermercado e ele ficou bravo porque eu supostamente comprei coisas demais, mas é tudo intriga da oposição. Comprei só um macarrão, papel higiênico e essas coisas básicas pra sobreviver dentro de casa.

Estou em dívida eterna com Lady Neide e hoje me entupi de chocolate, porque meu lado Sloth aflorou.
Em breve irei dormir, mas antes vou dar mais uma estudada.
Preciso dar um jeito de acordar cedo amanhã.

sábado, janeiro 24, 2004

Incrível como a versão nacional das coisas nunca funciona como deveria. Um bom exemplo disso é o Blogger.
Enquanto a versão original funciona perfeitamente nesta versão do Mozilla (1.2.1) no Linux, a versão nacional não funciona. Absolutamente nada funciona na versão nacional. Não dá pra postar, não dá pra publicar, não dá pra fazer nada direito, além de não ter os recursos que têm na versão original. Vocês, usuários do Blogger nacional, tem idéias de girico...

Eu preciso fazer depilação e cortar as unhas, que já estão crescendo, e arrancar as monocelhas horrorosas, que detesto.
Pois é, eu deveria estar na senzala a esta hora... mas não estou.
Espero ter um dia agradável. Espero conseguir ir no aniversário da Elaine de noite, na sapatosfera, como ela diz. Hahaha!

PS: agradeço a Giorgia pela dica do site. Tem sido muito útil. =o*

quinta-feira, janeiro 22, 2004

Sinto-me bem, muito bem.

Hoje eu tomei uma decisão.
Almocei antes de ir trabalhar e simplesmente... não fui trabalhar. E foi a melhor coisa que fiz, porque eu me senti feliz, mais leve e sem peso nenhum na consciência.
Pude ficar em casa, conversar com meu pai e tomar decisões que se refletirão mais na frente.
Me senti aliviada ao perceber que ele compreendeu minha escolha.

Se este emprego está me desgastando tanto e me deixando tão infeliz, eu não deveria estar lá.
Além de que preciso de tempo pra me dedicar a coisas mais importantes agora. Vou ficar estudando pelos próximos meses pro vestibular e pro que vier em relação a vagas de empregos e concursos públicos.
É o que mais me interessa no momento.

Não vai me fazer tanta diferença ficar sem 360 reais por mês, embora eu goste muito do poder aquisitivo que esta mixaria proporciona nas livrarias e lojinhas de quinquilharias e cadimías.

Estou com mais vontade de retomar projetos engavetados e estou feliz e disposta a ver isso dar certo.
Baixei o greatest hits II do Queen e fiz xixi no copinho plástico no Elkis de tarde.
E agora poderei fazer os exames de sangue sem precisar correr feito uma louca que não pode perder o horário das chibatadas.
A Ana tem toda razão quando diz como os relógios nos aprisionam e nos tornam insensíveis à vida.
Os relógios nos maltratam. Que merda de ser humano eu vou se nem ao menos respeitar meu próprio tempo? Eu tenho necessidades diferentes. Ser feliz por exemplo. Acho que as pessoas se esquecem disso às vezes. Mas sendo feliz uma vez, deseja-se esse sentimento sempre. É bom irradiar felicidade por aí.
Mesmo que não possua reais.

E me sinto bem agora.
Porém, ainda terei que ir pra Atento por mais uns dias até terminar o mês. Vamos ver como vai ser. Só não quero atropelar meus ideais em troca de migalhas e mentiras baratas. Ou suco de barata.

Falando nisso, comprei sorvete de maracujá. Mesmo sendo um pecado mortal nos territórios de Lady Neide.
Porém estou sempre que posso pedalando com fervor em busca do reflexo perfeito em meu espelho. Bem, não chega a tanto... só quero mesmo que a balança pare de me sacanear.
E viva as ginásticas e as aeróbicas e as localizadas mil.
Salve Neide nas alturas!

Dô baliga!

Ontem fui trabalhar e de noite não deu tempo de ver o filme e devolver na locadora. Mas cheguei a ver a casa caiu e gostei.
Hoje faz um mês que estou trabalhando na Atento e ainda não chegou meu vale lanche nem meu holerite de dezembro.

Ontem comprei duas caixinhas de fucus do Dr. Alberto Seabra, e tudo graças ao santo Google. E ainda entregaram em casa em meia hora, sem cobrar nenhuma taxa. Agora poderei cagar todos os dias.

Chinese New Year 2004

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Eu preciso retomar o zine flea circus...
Vai ser um luxo.

terça-feira, janeiro 20, 2004

Querido diário,

Hoje acordei p da vida porque tive que ir mais cedo pra um suposto treinamento na Atento. Cheguei basicamente uma hora atrasada, porque não fiz questão de ir correndo messsssmo, já que não seria nada de importante e imprescindível como fazer cocô no horário certo.
Eu queria mesmo era ficar em casa, pedalar na Neide e depois tomar meu banho, almoçar, relaxar, estudar de tarde, ver o filme que aluguei ontem e depois devolver na locadora, assim, tendo um dia cheio de coisas interessantes a fazer, como ler a apostila do concurso e o livro do Mirisola.

Mas não, tive que levantar pra ir mais cedo pro trabalho! Convenhamos, nada interessante.
Bati o MSN na cara do JP porque ele não compreende quando eu digo que me sinto subestimada, jogada no lixo e pisoteada porque as pessoas são burras e cegas.
E ele me recrimina por querer largar o trabalho em menos de um mês, mas eu nem cogitei isso, porque tenho que pagar as lojas Renner, então me arrasto todos os dias e perco pouco a pouco minha audição.

Os caras lá nem se preocuparam em dar espuminhas pro fone de ouvido, nem o canudinho pro microfone, então eu fico surda, com a orelha doendo e tenho que falar mais alto pro cliente me ouvir, ficando rouca em certas partes do dia.

Mas eu estou de frescura, né?
Ficar sem trabalhar é pior... Pois eu digo: uma ova! Eu sinto falta do meu ócio criativo.
O ócio não tem nada de ruim.
É ruim apenas não ter dinheiro pra pagar as contas e não ter poder aquisitivo pra comprar nem um lápis. Isso sim é horrível. Não quer dizer que pra ter meu dinheiro e comprar meus lápis eu deva ter que me submeter à lobotomia do cotidiano que vai te deixando como todos esses funcionários-padrão cheio de limitações e pobres em idéias e criatividade.
Não quero ficar lá trabalhando conformada com toda aquela merda hipócrita de call center só pra comprar feijão e arroz.
Eu sei que mereço mais que aquilo, pois eu conheço minhas capacidades e aquilo me desgasta desnecessariamente.

Eu me sinto feliz quando eu estou lá e posso ensinar os outros operadores sobre tecnologia, por exemplo, já que ninguém lá entende disso melhor que eu. Fico muito satisfeita quando os funcionários, mesmo os mais antigos, vêm me perguntar o que significa aquelas siglas esquitas, mas que eu geralmente sei o que é.
Fico realmente feliz por fazer isso, mas não de atender clientes com frases limitadas e mentiras em nome do neon do nome da empresa.

E quanto a ser preguiçosa, eu sou mesmo.
Odeio ficar sentadinha naquelas cadeiras vendo o dia passar lá fora.
Chega 17hs eu já estou dando boa noite. 19hs eu estou dando boa tarde.
Eu fico perdida, porque desejo que chegue logo o horário de ir embora, e vejo os carros e prédios ensolarados lá da janela do 18º andar, as pessoas se movimentando de um lado pro outro, e eu alí estática, imóvel, numa cadeira velha de escritório, sem poder dizer nada interessante nem me mexer muito pra não atrapalhar os outros.

Minhas amigas todas dirigem, tem carros que seus pais compraram e o meu dirige um Corcel quase da minha idade.
E eu fico frustradíssima, porque minha vida é tão decadente que eu preciso mendigar 5 reais pro meu pai pra almoçar no final de semana. Ele não me dá nada além disso. Não há vida inteligente na Terra. Pelo menos aqui em casa não.

*suspiros*

Pelo menos hoje fiz amizade com um cara novo lá do trabalho, que entrou junto com o Gustavo que, a propósito, sentou perto de mim hoje. O cara é um plágio do JP, até gosta de Zumbis do Espaço, pra vc ver.
Ficamos conversando no metrô por uns 40 minutos (isso porque eu estava morrendo de pressa pra ir embora) e assistimos a dois craudinéis se estapearem na catraca do metrô e serem acudidos pelos guardinhas. Mais um pra salvar-me do tédio da vida estúpida na Terra, pelo menos no trabalho. E, adivinhem, ele gosta de Beatles! Ha! Não poderia ser melhor. Terei mais alguém com quem conversar. Não que eu não tagarele com o resto do povo, mas pelo menos agora terei coisas interessantes a dizer, e ontem encomendei um rímel da Avon, embora odeie coisas da Avon, amiga. Coisas da Avon fedem, mas rímel é rímel. E o meu da Natura já deve ter vencido.

Enfim, tenho que pedalar na Lady Neide porque andei deslizando no cocô nos últimos dias comendo muita bobagem e isso non bom. Agora tenho pesinhos e faço umas localizadas, principalmente pros braços, antes ou depois da pedalada.

E ando ouvindo muito o cd do Queen. Ele tem me dando certas alegrias nos últimos dias.

Eu odeio esse meu emprego de merda.

E sabe o que mais? Ninguém me respeita. Ninguém me respeita como porra nenhuma. Meu namorado não dá a mínima, ninguém dá a mínima. Só querem saber de me comparar, de me criticar. Então foda-se.
Eu não ligo a mínima pra esse emprego.
Não é minha missão ficar sentada numa cadeira desconfortável atendendo gente desequilibrada e carente o dia todo pra receber uma mixaria no final do mês. Mixaria que paga as contas, é claro. Mas ainda assim, um valor ínfimo perto do que eu poderia ganhar se me respeitassem.

Eu deveria estar fazendo algo muito melhor, poderia e pretendia.
Mas não me respeitam, não ligam a mínima, porque eu não tenho um diploma de merda.

Um diploma de merda pra enfiar nos seus ânus cheios de merda.
As pessoas não percebem que são mais do que diplomas e escravos de merda.

domingo, janeiro 18, 2004

Agora já é domingo, pois são 1:02AM e eu não tomei banho no sábado, o dia do banho sagrado.
Acho que não estou fedendo tanto assim.
De qualquer modo, é melhor cumprir logo este ritual, inclusive escovar os dentes e fazer o bochecho com enxaguatório, como manda a profecia.
Antes de ontem eu sonhei que estava escovando os dentes quando um dente atrevido (um molar, diga-se de passagem) resolveu sair da gengiva e tive que ligar na dentista pra ela enfiar ele de volta e foi desesperador.
Eu acordei depois da parte do "telefonar para a dentista", mas lembro-me nitidamente do dente fugindo da boca com as cerdas da escova Oral B Indicator Plus Plus.
Segundo a lenda das vizinhas fofoqueiras fãs de Pedro de Lara, sonhar com perdas dentárias é sinal de perda. Incrível. Perda no sentido de morte, às vezes. Espero que ninguém morra, está bem?
Avisem-me antes pra eu me preparar mentalmente, senão eu surto. Não morram por enquanto. Obrigada.

sábado, janeiro 17, 2004

Atropelem-me com suavidade, mas não me deixem sobreviver.

Preciso arrumar uma forma de blogar do celular, por SMS...
Durante o dia tenho momentos propícios a posts melodramáticos, mas é embaçado. E agora eu tenho mania de SMS por causa dos torpeidinhos gratuitos da promoção de Natal.
Se pudesse, ficaria enviando torpedos o dia todo e blogaria do celular.

Hoje eu tive um dia de merda.
De merda com milho especial.

Acordei com ela me enviando mensagens as 9 da manhã. Levei um puta susto, claro. Pelo menos botei o celular pra tocar "Radio GaGa" do Queen, quando chega SMS. Dormi na casa do JP e antes tinha acordado com ele de manhã cedo buscando roupa no quarto pra sair com o Elvis, não o Presley, claro.

De repente estava de mau humor. Uma coisa que odeio é quando falo com alguém e não tenho resposta. Fico infinitamente chateada. Acho que isso foi o estopim da coisa.
De qualquer modo, hoje a avó do JP veio me dar bom dia e eu fui logo mandando um "foda-se" pra ela, inteiramente "di grátis". Não nessas palavras. Ela me chamou de "menina". E eu disse que a menina tem nome e o nome dela é Fabiana.
Portanto, não me chame de menina.
Menina parece coisa de quem não lembra seu nome. E não faz a menor questão de lembrar.
Então eu mereço ganhar ferraduras no aniversário. Mas eu tenho nome.

E em pleno sábado, ter que se vestir pra ir trabalhar na melhor parte do dia, das 14 às 20hs, me deu o atestado de pedreirice. Óbvio que fui me arrastando, sem a menor vontade de continuar respirando. Quem merece trabalhar em pleno sábado, quando os pássaros cantam e fazem cocô nas árvores e o sol causa dermatites lá fora?

Eu não mereço. Mas fui. Fui trabalhar e atendi quase 120 (se não mais) ligações. 99% delas pedindo informações sobre recadastramento das operadoras. Nem durante a semana atendo tantas chamadas.
E o pior é que eu tinha esperanças de passar o dia estudando.
E não pude. E minha garrafa d'água estava com gosto de peido e cheiro de repolho. E joguei ela no lixo.

De noite tive gases, mas o fofucho foi me buscar na senzala, e fomos comer no West Plaza.
Comemos nossos respectivos lixos depois pegamos o ônibus pau de arara do shopping. JP estava com uma cara "ótema", de quem estava esperando só o frango a cacarejar no porta valises.

Eu estava achando que ninguém me amava mais e comecei a chorar no ônibus do shopping enquanto bebês gritavam no colo de suas mães ogras. E fiquei infeliz por ter uma vida de proletária endividada e gorda, com um namorado sem expressão facial ao lado a me consolar.
Comprei pesinhos pra fazer ginástica e talvez diminuir as banhas que balançam no braço.

Mas a vida não faz mais sentido, porque eu mando velhinhas indefesas tomarem em seus respectivos copos de suco de tamarindo coisas inomináveis. E no final das contas, nem me senti tão culpada assim, o que é pior ainda.

Quando eu acordo de saco cheio de tudo, é realmente daí pra pior.
Sabem "um dia de fúria"? Eu bem que tento me controlar, mas nem sempre dá. E quanto mais eu seguro, pior ficam as coisas.

Hoje intimei uma garota do trabalho, supostamente supervisora (ou auxiliar de), a responder a todos por que os vale-lanches não terem aparecido ainda e onde estão os holerites de dezembro, já que a empresa se comprometeu a pagar-nos de um modo que não está sendo cumprido, inclusive estando em contradição com as leis trabalhistas e blábláblá...
Meus colegas devem ter achado lindinalvo... enfim, a cidadã, que já não falava muito comigo, deverá falar menos ainda, mas foda-se ela.

A cada ligação que chegava, eu praguejava. Eu queria estudar durante a tarde e aquele povo mala pra caramba que não lê meu blog, desinformado até as cutículas, ficava pentelhando por causa desse raio de cadastramento.
Lady Smurf, nunca falha. 19:59:35, toca o telefone. Só resta atender. Só faltava essa. Aposto que vai demorar. "Esse telefone tem viva voz? Como funciona o correio de voz? E a discagem por voz? E os comandos de voz? E o raio que o parta?" E lá se foram 15 minutos e passei do meu horário. Isso porque eu estava obviamente contando os segundos pra ir embora.

Mas tudo bem. Eu até tento não me abalar com as coisas ruins da vida, mas não posso ser hipócrita de dizer que as coisas exteriores não me aborrecem, porque me aborrecem e muito sim. Especialmente pessoas negativas por perto, que tendem a sempre achar tudo ruim, pessimistas e negativas. Eu costumo andar pelo lado das esperanças utópicas. Tô fodida mas tô feliz.

E no entanto, chega uma hora que vc precisa dar chega em tudo isso. E aí chora. Chora baldes, rios e oceanos de lágrimas fresquinhas com ph aprovado pelo ministério do meio ambiente. Aí tudo volta ao normal.
Ainda tô nessa fase do semi-foda-se e dos baldinhos de lágrimas quentinhas.
E sei que tudo ficará zen novamente, mas espero que não fique zen graça.

Não quero pessoas zen graça, pessoas zen senso de humor. Quero pessoas felizes, que sorriem e me beijam, sabe?
Desde que escovem os dentes, claro.

E quero um emprego melhor, porque se eu pedir demissão, reclamarei que não tenho emprego.
E eu preciso parar de reclamar, mesmo que esse seja meu blog das lamentações e meu consolo ínfimo e silencioso nas trevas da internet. Sei lá, como um travesseiro virtual onde eu desabafo minhas mágoas. Mas mesmo assim, preciso parar de ficar pentelhando reclamando e choramingando.
Se bem que desabafar é sempre bom. Evita o assassinato de velhinhas, namorados e pessoas no trabalho.

Deixa pra lá.

Durante a semana vi uma garota na rua com o cabelo tão grande que batia nas batatas da perna.
Fico imaginando se ela depila o resto do corpo ou se o resto acompanha o padrão de crescimento capilar.
Ela estava de saia, e as pernas não pareciam peludas, então imagino que ela raspe as pernas pelo menos, o que não faz sentido, porque se ela raspa as pernas, poderia muito bem cortar aquele cabelo horroroso, a não ser que tenha feito promessa pra padim Ciço.

Aquilo deve ser um horror pra desembaraçar. Me faz lembrar aquela peruana que entrou pro Guiness e que me faz ter nojinho pois me lembra de todos os bichos que morreram no cabelo do Bob Marley, o que não daria pra catalogar em menos de 10 anos.
Hoje tinha uma mulher com pernas peludas no metrô, usando saia, e os pelos faziam voltinhas atrás das pernas.
Eu não posso ficar me gabando muito, mas pelo menos não fico assim me expondo de saia no metrô mostrando minhas pernas cabeludas. Eu até me depilo de vez em quando, podem perguntar pro JP.

De qualquer modo, melhor deixar pra lá, essa curiosidade mórbida de quem não tem o que fazer, é foda.
Freak show é pouco!

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Pensamentos típicos de Fabiana:

Penso, logo existo.
Se pensar é a condição essencial para a existência do ser, logo, muitas pessoas não existem de verdade.
Talvez sejam apenas um delírio coletivo inconsciente.
É tudo coisa da sua cabeça.
Nem todos os outros existem de verdade. Ilusão idiótica.